Município diz ter dinheiro sobrando, mas vai financiar R$ 8 milhões

 Enquanto a Prefeitura de Rio Brilhante afirma publicamente que tem dinheiro em caixa, nesta semana foi sancionada a Lei nº 2.407/2025, que autoriza a contratação de um financiamento de até R$ 8 milhões junto à Caixa Econômica Federal, no programa FINISA.

Segundo o texto da lei, o recurso será utilizado para implantação de sistema de energia fotovoltaica e demais projetos de infraestrutura e saneamento no município.
O ponto que chama atenção é o contraste entre o discurso oficial e a prática administrativa. De um lado, fala-se em superávit, contas equilibradas e recursos disponíveis. De outro, opta-se por contrair nova dívida, aumentando o endividamento do município e gerando custos futuros com juros e encargos.
É importante destacar que operações de crédito são legais e frequentemente usadas por prefeituras para realizar obras, mas a boa prática tradicional na gestão pública recomenda que, havendo disponibilidade em caixa, o município priorize o uso dos próprios recursos antes de recorrer a financiamentos. Assim se evita comprometer a capacidade futura de endividamento e se economiza com despesas financeiras.
A nova lei não aumenta o valor do financiamento já aprovado em 2023, apenas ajusta a redação para detalhar as finalidades dos recursos. Mesmo assim, para a população, fica o contraste entre o discurso de cofres cheios e a busca por mais financiamento.
Fica o questionamento: se há recursos sobrando, por que não utilizá-los para as obras, evitando pagar juros e preservando o orçamento para futuras necessidades?
A população tem o direito de saber e de acompanhar como o dinheiro público está sendo administrado.
Pode ser uma imagem de texto

Postagem Anterior Próxima Postagem